
Suas diversas influências na música contemporânea improvisada trouxeram ao conjunto a espontaneidade e o frescor da improvisação coletiva a partir de composições próprias. A intenção do grupo é ir além dos arranjos pré-concebidos e ensaiados destas composições, deixando que o entrosamento entre os instrumentistas, construisse um novo arranjo a cada nova apresentação. As músicas se transformam, desse modo, em território livre para experimentações. Destas, surgem diferentes texturas e cores. É daí que vem o nome do conjunto, já que a música está, assim como os músicos, sempre à deriva. À deriva, que já tem dois anos, vem se apresentando com crescente sucesso no cenário jazzístico paulistano. A sonoridade e concepção diferenciadas deste trabalho faz com que ele se coloque à parte de conceitos comuns no jazz e na música instrumental brasileira, como a primazia do virtuosismo sobre a musicalidade e a fragmentação entre tema e improvisação. O grupo não tem a preocupação de se enquadrar em identidades e padrões estéticos fechados, tornando sutis ou até inexistentes as fronteiras entre os diferentes estilos de música improvisada.
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